Japão propõe redução de 50% nas emissões de GEE

24-05-2007. O primeiro ministro japonês propõe, como principal objectivo pós-Quioto, uma redução global de 50% nas emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Para tal desafia os principais poluidores do planeta, a China, a India e os Estados Unidos, a assumirem as suas responsabilidades, ao mesmo tempo que defende o estudo e implementação de medidas de apoio (nomeadamente tecnológico) aos países pobres para que os mesmos consigam caminhar nesta mesma direcção.

O Japão, que é um dos países com melhor eficiência energética do mundo, propõe-se desempenhar um papel preponderante nos esforços de redução dos GEE.

No caso de Portugal, a sua extrema fragilidade económico-financeira, e sobretudo orçamental, coloca desafios quase inimagináveis neste domínio. Com que dinheiro vai adquirir os célebres créditos de CO2, enquanto não adapta a sua estrutura produtiva aos objectivos de Quioto e pós-Quioto incorporados na legislação europeia? O reforço do eixo Paris-Berlim, ou mesmo do triângulo Londres-Paris-Berlim, irá ter seguramente um forte impacto na adopção de medidas drásticas de mitigação das graves crises energética e ambiental que se aproximam a passos largos da Europa. Outro factor que poderá acelerar a imposição de medidas à escala global é a polémica discussão, iniciada a 17 de Abril último, no Conselho de Segurança da ONU, sobre a oportunidade de elevar a prioridade das discussões ambientais para o patamar das questões de segurança global (e dos países considerados individualmente). Boa parte das guerras actuais tem origem na disputa de recursos energéticos, na disputa da água e na disputa de terras aráveis. No entanto, pergunta-se, poderão os cinco membros do dito conselho discutir e decidir à margem dos restantes 180 estados da ONU? Quem sairia beneficiado de tal exclusão?

A única alternativa que a Portugal resta é mesmo mudar rápida e radicalmente alguns dos vectores do seu insustentável crescimento: obras públicas impensadas, especulação imobiliária, suburbanização, turismo de massas, sistema de transportes baseado na prioridade automóvel, emigração e despovoamento do território.

Ler notícias originais em:

BBC online

Green Room

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