Mapa nuclear do séc. 21

Nuclear Reactor vesselA energia nuclear não é renovável, nem substitui o potencial energético e tecnológico dos hidrocarbonetos. Mas teremos alternativa? As reservas de urânio conhecidas, uns 4 milhões e 500 mil toneladas (dos quais se consomem cerca de 35 mil ton./ano) duraria 128,5 anos se o actual número de reactores (441) e o respectivo consumo se mantivessem inalteráveis. No entanto, em Dezembro de 2004 o American Nuclear Society registava mais 49 reactores em construção ou encomendados. E por outro lado, países como a China (11 reactores), a India (22 reactores) e a Rússia (38 reactores) estão muito longe de atingir os patamares nucleares dos Estados Unidos (104 reactores) e da Europa a 25 (166 reactores). As contas são simples: quando a China, a India e a Rússia se aproximarem dos patamares nucleares norte-americano e europeu, sobretudo depois de os preços do petróleo e do gás natural ultrapassarem certos limiares, o actual número de reactores nucleares poderá facilmente chegar aos 650. Estaremos então no ano 2020… O consumo de urânio poderá andar pelas 51.587 ton./ano. A esperança de vida das centrais de fissão nuclear para fins energéticos projectar-se-à então para o ano 2061, e não para o ano 2134, como sucederia se os actuais consumos de urânio não sofressem qualquer incremento! Valerá a pena? Será inevitável? Chegará a fusão nuclear entretanto?

Depois de terminado o ciclo da fissão nuclear, basicamente destinado à produção de electricidade, as gerações futuras ficarão com um lixo muito perigoso para administrar, cuja diluição natural custará biliões de Euros, durante muitíssimos anos, já que a escória nuclear pode levar até 500 anos a “dissolver-se” na Natureza. Por outro lado, a curto e médio prazo, nenhuma das conhecidas alternativas ao petróleo, ao gás natural e ao carvão (hidroeléctricas, paineis solares, eólicas, bio-massa, bio-diesel, hidrogéneo, ondas e termo-despolimerização), são capazes de gerar os montantes de energia eléctrica necessários para evitar um duradouro apagão à escala planetária! Os conflitos bélicos em curso e futuros andam há muito e continuarão a andar todos em volta destes problemas. Onde está o resto do petróleo?! Onde está o urânio?! Onde estão as terras capazes de processar a alimentação necessária a um planeta a caminho dos 9 mil milhões de almas?! Estas são as grandes perguntas do século, cujas respostas parecem continuar mais na ponta dos “cutters”… e dos mísseis nucleares, do que no bom senso.

Imagem: esquema de um reactor nuclear de água pressurizada – PWR.
MAPAS
— para obter 2 excelente mapas actualizados da localização actual das centrais nucleares por esse mundo fora, basta encomendá-los ao American Nuclear Society.
Reactores nucleares: excelente artigo no Wikipedia.

One response to “Mapa nuclear do séc. 21

  1. As actuais explorações mineiras de urânio serão suficientes até 2025, tendo por base um crescimento da indústria termonuclear situado entre 22 e 44%. Contudo crê-se que há muito mais urânio do que aquele que está a ser actualmente explorado. A isto acrescente-se que as novas centrais nucleares deverão ser capazes de um aproveitamento energético do urânio que ronda 30% mais do que daquele que foi até agora feito. Este estudo foi conduzido pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e pela Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).
    Fonte: http://centralnuclear.blogspot.com

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