Novo aeroporto de Lisboa. Ota fora de jogo?

“O Governo vai avançar com a construção do novo aeroporto de Lisboa, mas ainda não decidiu se a futura infra-estrutura fica na Ota, ou noutro local. Montijo, Alverca, Tires e Portela continuam a ser alternativas. Mário Lino deixou ontem claro que “está insatisfeito com a actual solução de construção na Ota”. in DN 29.04.2005 Link

A nossa visão situa-o no Montijo! Gostaria, porém, que algum especialista se dispusesse a analisar esta hipótese connosco, de modo a pormos em marcha um Simulador de Futuros (SdF) dedicado ao novo aeroporto internacional da Grande Area Metropolita de Lisboa. Algum especialista interessado em colaborar? Esperamos que sim!

E fazemos votos sinceros para que o PS não se volte a enredar e a perder o Norte, por causa das pressões dos lobbies. O que está em causa é tomar uma decisão acertada, mas fazê-lo como parte de um grande gesto visionário. E esse gesto chama-se, claro está, o Grande Estuário.

O Grande Estuário

4 responses to “Novo aeroporto de Lisboa. Ota fora de jogo?

  1. “Algum especialista”, “decisão acertada”, “grande area metropolita de lisboa”, “simulador de futuros”, “perder o Norte”, “grande gesto visionário”,..?

    Sera que e atraves de uma retorica tecnoeconomica corporatista que as solucoes para Lisboa se constroem, ou atraves de um discurso aberto e nao normalisado?

  2. Vale tudo, incluindo discursos não normalizados. O importante, neste caso, será irmos além do discurso, quer dizer, até às ideias e até às tais visões de futuro.

  3. Não será OTA fora de jogo.
    Mas antes novo aeroporto fora de jogo.
    Pensem um pouco, na vosssas próprias “previsões” acerca da escassez de petróleo.
    Não faz sentido um novo aeroporto quando daqui a 20 anos o fim da aviação-civil como a concebemos tem o fim à vista.
    O futuro terá de ser telemático.
    Aproveitem para viajar enquanto dá.

  4. NOVO AEROPORTO DE LISBOA:
    UM ERRO COLOSSAL
    O governo anunciou a construção de um novo aeroporto para Lisboa. Investir em tal empreendimento constitui um erro gigantesco, ruinoso para a economia nacional. Portugal não precisa de qualquer novo aeroporto (nem provavelmente qualquer outro país do mundo).

    Após o pico petrolífero, e a consequente alta do preço do petróleo, o volume de tráfego aéreo em todo o planeta deverá estagnar e até mesmo regredir. Não se justifica, portanto, estar a gastar quantias enormes na construção de qualquer aeroporto. Trata-se de um colossal desperdício de recursos que poderá comprometer até mesmo futuras gerações de portugueses.

    Este governo, se tivesse um mínimo de lucidez, deveria aplicar os recursos que tem numa política geral de substituição do petróleo por gás natural e outros meios energéticos em todos os sectores de actividade — a começar pelos transportes. A factura petrolífera do país em 2004 (quando o preço médio do barril de Brent era de US$ 38,27) foi de 4.687 milhões de dólares, ou seja, um aumento de 30,4% em relação a 2003. E em 2005 o preço médio do Brent já vai em US$ 50,04 (ver preços de referência nesta coluna, mais abaixo).

    Para um governo que se queixa do défice orçamental — e que faz os portugueses pagarem por isso — tal iniciativa é aberrante. Ela revela, além disso, uma ignorância crassa acerca da realidade energética mundial.

    Urge criar um movimento de opinião pública que impeça a consumação deste novo crime de lesa economia nacional. Portugal está farto de maus investimentos que o arruinam, provocam défices e prejudicam a sua população.

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